Arquivo da Categoria "pelos caminhos de Portugal"
17 Abr 2018
Escrito por Mari Souza

Sumi pela 74926982 vez. Juro que tentei voltar ainda esse ano com post todo bonitinho de reflexão de ano de 2017, mas a hospedagem resolveu fazer das suas na hora de editar os códigos para botar o post todo bonitinho cheio de fotinhas lindas para o ar e acabei por desistir.

Já perdi a conta das vezes que desisti deste blog, mas mesmo assim tento mantê-lo online para um dia que queira voltar com ele com força. Quando esse dia vai chegar? Não sei, vamos ver. Estou com a ideia de uns posts, só tenho que ganhar vergonha na cara e parar de ter preguiça para os concretizar.

Sobre a vida, ela vai-se vivendo… uns dias bem, outros dias mal, aqui, acolá, na descoberta de caminhos ou então estagnando nas águas paradas.

Sobre as águas, só queria que parasse de chover durante um mês inteiro. Portugal esteve em seca extrema, há precisamente 6 meses vivemos o dia mais infernal em quesito de incêndios que já houve na história do nosso pequeno país. Todo o país, do Norte até Setúbal (Alentejo e Algarve não arderam não sei porquê, inventem a teoria da conspiração que quiserem), ardeu por vários dias seguidos. Por dias só se via fumo e sentia-se o cheiro a queimado. Ouviam-se as rezas por chuva, a chuva não veio, o São Pedro preferiu deixar arder o velho pinhal do Rei, o Pinhal de Leiria. “Deixa arder que o meu pai é bombeiro”, lá pensou o senhor das chaves que controla a meteorologia. Os bombeiros foram poucos para apagar tanto fogo, as populações no desespero faziam o que podiam para salvar o que era seu, principalmente as suas próprias vidas. Vidas se perderam, não apenas casas, mas vidas humanas e animais. Foi preciso, desde então, seguir em frente, cada um do jeito que pôde, do jeito que o governo tinha que ter ajudado a quem perdeu tudo. Tudo ardeu por uma culpa que morreu solteira de actos terroristas que ficaram impunes. Nem uma gota de chuva que se chamasse de abençoada até Fevereiro. Ponte submersa há 20 anos volta a estar à vista derivado à seca, é a principal manchete dos jornais e sites de notícias. A nascente do Rio Tejo seca em Espanha. São Pedro, quando é que mandas chuva cá para esta gente? “Só quando Deus quiser”. E só quis em Fevereiro. Nem 3 meses de chuva copiosa, já deu para os rios e campos brotarem com toda a força do seu esplendor. Tanta chuva já deprime, queremos o sol radioso de volta. Oh povo que nunca está contente com nada!

Foto de 19 de Junho de 2017 em Vila Real. Não importa a data, nem o lugar, o sentimento resume-se a uma única palavra: devastação

Aos poucos, este pequeno país plantado à beira-mar vai Ressurgindo das Cinzas, tal e qual este blog. Este texto de forma alguma foi planeado, foi sendo dedilhado enquanto escutava a música These Days. Espero retornar num dia destes.

All our troubles
We’ll lay to rest
And we’ll wish we could come back
To these days



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